Moradora da zona rural faz vaquinha para conseguir cirurgia e voltar a andar sem dor

Lavradora de 35 anos enfrenta artrose grave há uma década e precisa arrecadar R$ 39 mil para procedimento

PIEDADE DE CARATINGA – Há dez anos convivendo com dores intensas causadas por uma artrose secundária no quadril direito, a lavradora Rosimaire da Silva, de 35 anos, luta agora contra o tempo para conseguir realizar uma cirurgia que pode devolver sua qualidade de vida.

Natural do córrego do Lage, em Piedade de Caratinga, Rosimaire reside atualmente no córrego do Marreco, zona rural de Simonésia, onde recebe ajuda da irmã nos cuidados diários enquanto o marido trabalha na roça.
A doença foi descoberta em 2015 e, desde então, a rotina da lavradora passou a ser marcada por limitações físicas e sofrimento constante.
“Desde que descobri a doença, enfrento dias muito difíceis. É uma dor constante. Minha perna está ficando torta, eu ando mancando, meu osso está inflamado e minha perna inchada”, relatou.
Segundo Rosimaire, médicos informaram que a única solução definitiva para o problema é a realização de uma cirurgia de prótese no quadril.
Apesar de o procedimento existir pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ela afirma que enfrenta dificuldades relacionadas à idade e ao tipo de prótese disponibilizada. “Pelo SUS existe essa cirurgia, mas o médico não recomenda porque a prótese dura cerca de dez anos e eu ainda sou muito nova. Tenho 35 anos. Além disso, o SUS geralmente libera esse tipo de cirurgia para pessoas acima de 45 anos”, explicou.
De acordo com ela, a alternativa indicada pelos especialistas seria uma prótese de maior durabilidade, com expectativa de cerca de 40 anos, porém o procedimento custa aproximadamente R$ 39 mil.
Sem condições financeiras para arcar com o tratamento, Rosimaire iniciou uma vaquinha solidária na internet. Ao longo dos últimos anos, ela conseguiu arrecadar cerca de R$ 12 mil, mas ainda está distante do valor necessário para a cirurgia.
A lavradora também contou que chegou a receber benefício do INSS durante um ano, mas o auxílio foi posteriormente suspenso. “Levei o caso para a Justiça, mas até hoje não foi resolvido”, afirmou.
Emocionada, Rosimaire faz um apelo para conseguir ajuda financeira e também apoio através das orações. “Eu conto com a ajuda de cada pessoa que puder contribuir, compartilhar ou me colocar em oração. Já não sei mais o que fazer. Estou no meu limite. O médico deixou bem claro que não existe remédio que alivie essa dor porque é uma doença crônica e que só a cirurgia pode resolver”, disse.
Ela afirma que o procedimento representa a esperança de voltar a ter uma vida normal. “O médico garantiu que, com a cirurgia, eu posso voltar a viver normalmente, sem dor. Se eu tiver que esperar mais dez anos, eu não vou aguentar”, desabafou.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *