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Promotor fala sobre condenação de homem por tentativa de homicídio com motivação política em Dom Cavati

Terminou no final da tarde dessa segunda-feira (23), na Comarca de Inhapim, o julgamento de um dos acusados de uma tentativa de homicídio duplamente qualificada registrada em 2012, no município de Dom Cavati. O réu, atualmente com 36 anos, foi condenado a 17 anos, 3 meses e 3 dias de reclusão. O caso, que teve grande repercussão à época, voltou ao centro das atenções com a decisão do Tribunal do Júri, que reconheceu a gravidade das circunstâncias envolvidas no crime.

Segundo o Ministério Público, a tentativa de homicídio ocorreu no centro da cidade e teve como motivação desavenças de natureza política. A vítima, hoje com 38 anos, foi perseguida, cercada e violentamente agredida. De acordo com as investigações, ela sofreu diversos golpes na cabeça, além de chutes e agressões com objetos. Mesmo desacordada, continuou sendo atacada, e as agressões só cessaram após a intervenção de moradores que presenciaram a cena.

Ainda conforme a acusação, a vítima ficou internada por 39 dias e sofreu traumatismo craniano grave. Como consequência das agressões, ela passou a conviver com sequelas permanentes, incluindo limitações motoras e cognitivas. O Ministério Público destacou que a intensidade da violência poderia ter resultado em morte, o que não ocorreu devido ao socorro prestado e à ação de terceiros que impediram a continuidade das agressões.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acatou as qualificadoras de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Para a acusação, esses elementos foram determinantes para a condenação. A tese sustentada apontou que o crime só não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade do agressor, reforçando o entendimento de tentativa de homicídio qualificada.

O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro destacou a importância da decisão. Segundo ele, o caso evidencia a resposta do Judiciário diante de crimes violentos com motivação banal. O promotor também ressaltou que, mesmo após mais de uma década, o julgamento representa uma forma de reparação à vítima, que teve sua vida profundamente impactada pelas agressões.

O caso foi julgado na 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Inhapim. O Ministério Público informou ainda que deve buscar apoio na área da saúde para garantir a continuidade do tratamento da vítima, que segue convivendo com as consequências do crime.

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